em Cotidiano

SSD num Mac antigo: um novo computador

Nos quarenta e cinco do segundo tempo, saí de casa e fui comprar um SSD. A pesquisa já tinha sido feita há bastante tempo. Só precisava ver onde e quanto pagar. Acabei indo correndo para uma loja na Barra da Tijuca, que vendia, inclusive, mais barato que as lojas do Centro do Rio. Comprei um SanDisk SSD Plus de 120GB, lançado no ano passado. De lá, saí com uma peça de computador que, em dois minutos de uso, superou toda experiência que tive até hoje.

Os SSDs são os irmãos mais novos dos HDs (hoje, HDD). De acordo com especialistas, embora o SSD, por questão de custo apresente armazenamentos menores com preços elevados – um SSD de 128GB pode custar o preço de um HDD de 500GB –, ele ainda é mais recomendável que os HDDs, em especial para notebooks. O motivo? Desempenho e segurança.

E não é para menos. Tendo um Mac mini, não preciso (e nem tenho como) carregá-lo para cima e para baixo. Entretanto, quando terminei de montá-lo, senti a diferença. Familiarizado com HDDs, tenho o habito de tecer a críticas sobre o peso excessivo que dão aos notebooks. Além disso, ainda existem os riscos, devido ao disco interno do HDD, que pode se quebrar apenas pelo fato de carregar o notebook na mochila. Não à toa, quando instalei-o no Mac, e levei de volta para a minha mesa, parecia que o computador tinha perdido 1kg.

Entretanto, não foi uma troca fácil. Embora já conheça bastante o interior dos Macs, a Apple, para encaixar tudo em uma carcaça minúscula, usou várias mágicas de design – só assim para explicar o suporte do HDD/SSD. Além disso, o slot para encaixar unidades, é feito sob medida. Como o HDD de fábrica era um pouquinho mais fino que o SSD que comprei, tive grandes dificuldades para instalar, e, depois para montar. Acabei precisando de algumas gambiarras – em especial, com as chaves torx.

Um dificuldade aqui, outra ali e uma candidatura para o Darwin Awards 2017, o SSD estava instalado. Após isso, só precisei ligar o Mac pressionando Command + R, para ativar o Internet Recovery, instalar o Mac OS X Mavericks, e, a partir daí, atualizar para o Sierra pela App Store. Não foi tão difícil.

Diferente de quando peguei o computador pela primeira vez, perdi mais tempo baixando o macOS, do que instalando. Tudo, de fato, era mais rápido. O computador inicializou tão rápido, que o monitor só foi acionado quando já estava na tela de login. Nem deu para ver o sistema carregando.

A diferença maior ficou nos aplicativos. Com 10GB de RAM e Core i5, com o HDD de 500GB 5400 RPM, o Safari levava cerca de dez segundos, às vezes, para abrir. Agora, é imediato: clicou e abriu. Nem dá tempo de respirar. O mesmo se dá para outros aplicativos, em especial ao iMovie, que já me fez aguardar dois minutos só para abrir. Seguindo a linha, para instalar o Office, que já levou 30 minutos, sequer demorou cinco.

Da mesma maneira, o consumo de RAM parece que foi melhorado. Mantendo sempre o Safari, Twitter, WhatsApp, Telegram, Spark, Notas, Calendário, Adobe Reader e Spotify abertos, sempre vivia com cerca de 3 GB de RAM livres. Após o update, varia entre 4 GB e 5 GB. Quando liguei o computador, mesmo com vários aplicativos abertos, cheguei até  a presenciar 7 GB livres.

Em um grande resumo: por que vocês ainda usam HDD?

Porém, nem tudo são flores. Como muitos sabem, a Apple não otimiza o macOS em sistemas que vêm com HDD nativamente. Isto é, o TRIM, por exemplo, não estava ativado nativamente, como acontece com os novos Macs. Precisei forçar a ativação com o risco de atualizar o sistema e dar algum erro, no futuro.

Com esta experiência, fiquei com severas dificuldades para utilizar o meu antigo notebook, que está com Linux. Com isto, enfim, termino a minha principal crítica, uma vez que taxo a experiência dos computadores bastante desagradáveis se comparada a de tablets e celulares, por conta da velocidade. Mesmo assim, os computadores ainda têm muito o que melhorar.